Podemos dizer que a XXXperience, que começou como uma pequena rave e hoje é um festival conhecido no Brasil inteiro, conhece bem a evolução da música eletrônica no país, já que há 20 anos tem promovido diversas festas por aqui. Neste tempo, a marca soube se reinventar e acompanhar as mudanças nas cena nacional e, como poucas, permanece como evento relevante no calendário nacional atraindo milhares de pessoas.

Os números não negam: nesse tempo todo, foram realizadas mais de 100 edições com a presença de mais de 2.000 artistas (dos mais diversos estilos, como Deadmau5, Calvin Harris, Afrojack, The Prodigy, Infected Mushroom...) e mais de um milhão de pessoas. Bastante coisa, né?

E, para comemorar o aniversário de duas décadas, a XXXperience promove sua segunda turnê nacional que já passou por Porto Alegre e estará também em cidades como Curitiba (14/5), Brasília (28/5), Rio de Janeiro (11/6), terminando com a mior edição do ano em Itu (12/11), São Paulo. (Informações e ingressos para os eventos podem ser obtidos em www.xxxperience.com.br)

Conversamos com Erick Dias, um dos organizadores do evento, para conhecer um pouco a trajetória da festa e entender como o festival se mantém na ativa mesmo depois de duas décadas de existência.

Como surgiu a ideia de transformar a XXXperience num festival itinerante em comemoração aos 20 anos da marca? Justamente por ser uma data muito especial, resolvemos sair em turnê novamente. Faz quase 10 anos da última grande tour pelo Brasil. No começo dos anos 2000, a XXXperience rodou o país de norte a sul.

Estar há 20 anos no mercado da música eletrônica a todo o vapor não é fácil. Qual é o segredo da longevidade neste mercado? É ficar atendo às tendências do mercado mundial, tomar boas decisões em momentos importantes, saber a hora de trilhar novos caminhos...

Quais foram os principais desafios e dificuldades que vocês enfrentaram nesse tempo todo promovendo festivais? Esse assunto dá um livro de situações, precisa de uma entrevista para falar só disso. Em 20 anos, passamos por muitas alegrias, mas também por momentos muito difíceis, desafiadores.

Quais as principais mudanças que você observa em relação ao mercado e ao público fã do festival nesses 20 anos? Como é que vocês se renovam para atrair novos públicos? Acho que as principais mudanças foram na inclusão de vários espaços musicais, deixando o festival mais democrático, ou seja, com muita diversidade musical e também o capricho na parte cenográfica --nos últimos anos demos um salto gigante em qualidade. Ainda há algumas pessoas do início que vão aos eventos, mas, depois de 20 anos, a vida dos primeiros frequentadores também mudou. Quem tinha 20 anos, hoje tem 40, né? (risos).

Existe uma concorrência com festivais internacionais, como EDC, Tomorrowland e Ultra? Como vocês lidam com o interesse desses festivais aqui no Brasil, especialmente em São Paulo? Existe sim. Eles vieram para dar mais qualidade ao público e, como a gente já sabia da vinda deles, preparamos a XXXperience para receber essa concorrência. Como eu já falei anteriormente, demos uma importante atenção à parte cenográfica e também à estrutura do festival.

Você pode nomear alguns momentos mais marcantes nesses 20 anos de XXXperience? Acho que sem dúvida foi a XXXperience 10 anos. Foi uma emoção indescritível! Foi a primeira vez que colocamos 30 mil pessoas no evento e somente com uma pista de dança. Espero superar essa emoção no festival de 20 anos, que vais er no dia 12 de novembro, em Itu (risos).