Comandado pelo DJ e produtorAlistair Gillespie, a Gooseneck Records existe há cinco anos com a proposta de promover bons artistas de techno e house (e tech-house) de diversas partes do mundo. Alistair nasceu no Brasil, mas ainda bebê mudou-se para Buenos Aires, onde se infiltrou a cena local e virou DJ, e depois foi morar nos EUA --portanto, o cara conhece gente de muitos locais diferentes.

No final do ano passado, o selo também virou festa, com edições itinerantes e formatos bem bacanas, como a balada open bar num barco que saiu da Marina da Glória, no Rio de Janeiro, em pleno Carnaval deste ano, e contou com discotecagem de nomes como Davis e Carrot Green.

Os clubes modernosos D-Edge e The Year também já foram palco das festinhas do selo e, nesta semana, duas datas já estão marcadas na capital paulista: na sexta-feira (26/2), o agito acontece num galpão de eventos da Vila Mariana com os DJs Kurc, da Gop Tun, e Davis; e, no sábado, rola a MBR Sessions, festa diurna no topo de um prédio do centro com Goldcap (de Los Angeles) e Cashu, da Mamba Negra. Se a intenção é ouvir um som fino: recomendamos os dois rolês!

Conversamos com Alistair para conhecer melhor a Gooseneck Records e suas festas que prometem bombar em 2016. Confira:

Alistair, só para a gente te conhecer melhor: quando começou o seu interesse por música eletrônica e quando você começou a discotecar? Comecei a ouvir musica eletrônica quando tinha 16 anos e morava em Buenos Aires. O ano era 2003 e a cena estava crescendo muito, principalmente pela influência de artistas como Hernan Cattaneo, Martin Garcia e o clube Pacha Buenos Aires, que na época estava fazendo algo bem diferente do que a cidade estava acostumada. Logo já aos 17 anos, comecei a me envolver com DJs da cena argentina e a aprender a discotecar. Comecei tocando em festas particulares, bares e depois dos 20 já produzia as minhas próprias baladas e fui residente em casas famosas da cidade, como o Crobar.

Pode contar a história da Gooseneck Records? Fundei a Gooseneck em 2011, quando sai de Buenos Aires. Tinha acabado de mudar para os Estados Unidos e deixado para trás toda a minha carreira como DJ na Argentina. Estava em um país novo, sem contatos e, claro, as portas estavam fechadas. Mas, mesmo assim, eu recebia muitas música de amigos próximos ou produtores que conhecia dos tempos de DJ lá em Buenos e, vendo que todos estavam sem uma plataforma para poder lançar seu trampo, pensei que poderia ajudá-los. Foi mais ou menos assim que a gravadora surgiu, como uma forma de expor todos esses sons nos quais eu acreditava --era também uma maneira de me manter conectado com a musica eletrônica enquanto estava começando uma vida nova em um pais desconhecido.

Quais foram os principais lançamentos até agora do selo e como vc seleciona os artistas que vão lançar faixas?
Todos os lançamentos têm algum tipo de significado especial, mas, se tivesse de escolher, acredito que seriam a track "Keepin On", do Carlo Gambino, que teve remix do Silky (No.19), ou o mais recente lançamento do label, a música chamada "Qamar", da dupla norte-americana LoudSilence, que acredito representa o que está começando a ser uma nova tendencia na musica eletrônica, combinando diferentes influências. Quanto a seleção dos artistas, com a quantidade de produtores que existem hoje em dia, tudo ocorre por meio de indicações e referências, mas ao final do dia o mais importante é que cada artista tenha seu som bem definido, sua própria identidade, seja qual for a gravadora pela qual está lançando. 

O último lançamento da Gooseneck, o EP "Qamar", do duo norte-americano LoudSilence, você ouve abaixo:

Para conhecer o set do DJ Alistair, dê o play: