Para marcar os 50 anos do maestro francês, comemorados na última terça-feira, nós gostaríamos de apontar cinco razões para amar Monsieur Laurent Garnier ainda mais.

Além de ter produzido algumas das melhores canções eletrônica de todos os tempos, como "Crispy Bacon", "Coloured City" e "The Man With The Red Face", o veterano francês é, sem dúvida, um dos poucos artistas que têm definido a música eletrônica como a conhecemos hoje.

Um produtor igualmente hábil e seletivo, o francês é uma lenda viva da música eletrônica, unindo os padrinhos do techno com a próxima geração de artistas novatos. No entanto, existem algumas coisas que você ainda não deve saber sobre o passado incrível de Laurent.

Ele serviu à família real como garçom em Londres

Quando Laurent deixou a França para morar Londres, em 1987, com o propósito de melhorar suas habilidades em inglês, a construção do túnel do canal da Mancha ainda não havia começado. Então, ele pulou em um barco e foi para a Grã-Bretanha. Inicialmente, ele trabalhou como garçom na embaixada francesa em Londres e, durante esse tempo ele serviu à rainha, à Lady Di e ao príncipe Charles.

Ele foi DJ no exército

Enquanto estava no Reino Unido, ele testemunhou em primeira mão o "boom" delirante no Hacienda, em Manchester, onde ele discotecou sob o apelido de DJ Pedro. Infelizmente, o dever o chamou. O futuro rei do techno foi forçado a voltar para casa e esperar por oficiais em Versalhes sob as leis de alistamento obrigatório naquele tempo. Além disso, ele teve de DJ para as crianças rankings, que faziam festas todas as noites. Mesmo que ele odiasse a música que era forçado a tocar para eles, o dinheiro era bom, então Laurent teve que se entregar a pedidos de rock brega e pop francês. Mal sabiam aquelas crianças que, depois que eles ficavam realmente loucões, ele iria começar a tocar alguns discos de house.

Ele teve um clube com David Guetta

Um fato pouco conhecido é que David Guetta, antes de estourar, era um DJ underground respeitado na França. Na verdade, tanto ele como Laurent Garnier faziam parte da chamada cena "French Touch", que também contava com Etienne De Crecy e Daft Punk. O termo "french house" vem de um clube homônimo aberto em 1987 em Paris e dirigido por Garnier, Guetta e Guillaume la Tortue.

Já compôs música para balé

Para comemorar o ano da Rússia na França, Laurent Garnier foi convidado para compor a trilha sonora de um balé chamado "Suivront Mille Ans De Calme". O balé teve coreografia assinada por Angelin Preljocaj e foi encenado pelo famoso Bolshoi pela primeira vez em 2010. A música que Garnier fez variou de experimental para drum and bass.

Ele já escreveu um livro

Garnier e o jornalista e escritor David Brun-Lambert escreveram juntos um livro, chamado "Electrochoc". Introduzido na França em 2003, o livro é um híbrido entre a biografia de Laurent e a história da dance music. Gozando de críticas muito positivas, o livro foi traduzido para inglês, espanhol, alemão, japonês, russo e croata. O livro tem depoimentos de pioneiros do techno de Detroit, como Jeff Mills e Mad Mike, assim como François Kevorkian, James Murphy e David Guetta. Devido ao seu enorme sucesso, ele está sendo transformado em um filme, que esperamos ver pronto muito em breve.